Meio ambiente
Células de Combustível

A temperatura global no ano de 1998 foi a mais elevada desde 1867, ano no qual se iniciou a medição da temperatura global no planeta Terra [Brown, 2001]. Os 15 anos mais quentes desde 1867 foram todos depois do ano de 1980.

O aumento de 0,6 ºC no último século é muito inferior em comparação com o aumento previsto, para o próximo século, de 1,4 a 5,8 ºC, segundo o Painel Intergovernamental Americano para as Alterações Climatéricas (IPCC) [Brown, 2001]. Durante o século passado verificou-se que o nível do mar aumentou 10 a 20 cm. O mesmo organismo governamental Americano prevê que no século XXI o aumento do nível do mar seja de 10 a 90 cm [Brown, 2001].

O aumento da temperatura nas décadas recentes está directamente relacionado com o aumento das concentrações de dióxido de carbono na atmosfera, o principal gás de estufa responsável pelo aquecimento global. Durante os dois primeiros séculos da revolução industrial de 1760 a 1960, a concentração média de CO2 na atmosfera aumentou de 277 partes por milhão (ppm) para 317 ppm (aumento de 40 ppm). Nas últimas quatro décadas de 1960 a 2001, o aumento foi de 317 para 371 ppm (aumento de 54 ppm). Esta aceleração no aumento da concentração do CO2 é essencialmente devido ao aumento da queima de combustíveis fósseis durante esse período [Brown, 2001].


O aumento da temperatura global não é uma abstracção irrelevante. Este factor implica uma série inumerável de alterações físicas no planeta Terra. Desde o aumento do nível do mar, à formação de tempestades mais fortes, e mesmo, às inundações. Cada vez se torna mais claro para a comunidade científica e leiga que a queima de combustíveis fósseis está a alterar o clima mundial. O Homem pode interromper o aquecimento global do planeta Terra mudando duma economia baseada nos combustíveis fósseis para uma baseada nas energia renováveis não poluentes.


A substituição das centrais termoeléctricas convencionais que produzem electricidade a partir de combustíveis fósseis por células de combustível melhorará a qualidade do ar e reduzirá o consumo de água e a descarga de água residual [Kordesch et al., 1996].

A produção convencional de electricidade por combustão de combustíveis fósseis emite para a atmosfera mais partículas, óxidos sulfurosos e óxidos nitrosos do que todas as outras fontes estacionárias em conjunto. As emissões de uma central eléctrica de células de combustível são dez vezes menos do que as normativas ambientais mais restritas. Para além disso, as células de combustível produzem um nível muito inferior de dióxido de carbono. A pequena quantidade de água produzida por uma célula de combustível contrasta directamente com as enormes quantidades de água utilizadas pelas centrais termoeléctricas para o arrefecimento das caldeiras [Kordesch el al., 1996]. Igualmente, a natureza do funcionamento permite a eliminação de muitas fontes de ruídos associadas aos sistemas convencionais de produção de energia por intermédio do vapor.

As células de combustível estão entre os métodos de conversão de energias menos perigosos devido à sua reduzida dimensão (impacto de implementação), a ausência do ciclo de combustão (eficiência), o seu sistema actual de segurança (confiança) e as baixas emissões de poluentes (impacto ambiental).



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